segunda-feira, 12 de maio de 2014

Machu Picchu: Guia Completo!

Machu Picchu é o destino dos sonhos para quem procura história e uma dose de aventura aqui pertinho na América do Sul. Um dos locais mais visitados por turistas do mundo todo, esta cidade pré-colombiana é daquelas paisagens que rouba o seu fôlego quando você consegue admirar aquilo tudo pela primeira vez.



Apesar de sua inegável beleza e da oportunidade única de poder estar em contato com as lindas tradições do Peru, esta viagem não é barata, e também é um pouco mais complicada que o normal pois exige uma série de planejamentos e decisões envolvendo tempo e distância. Mas estamos aqui para decifrar da forma mais fácil e econômica esta viagem dos sonhos.



Chegada: saindo do Brasil, para chegar a Machu Picchu a melhor opção é ir até Cusco. Necessariamente é preciso fazer escala em Lima, que também vale uma visita seja antes ou depois de explorar o território dos Incas. A Avianca/TACA sempre tem ótimos preços, e dependendo do período do ano é possível encontrar passagens por 600 reais (ida e volta já com as taxas inclusas). Saindo do aeroporto em Cusco, pegue um táxi. É bem barato e ele te deixa na porta do hotel. Só evite os clandestinos, pois é um pouco mais arriscado e os carros são velhos e sujos.

Período do ano: para aproveitar ao máximo Machu Picchu é preciso evitar a época de chuvas. O período mais garantido portanto é entre maio e setembro. Neste período você evita as chuvas mas certamente vai pegar um frio bem intenso, pois Cusco é uma cidade de altitude elevadíssima (quase 4 mil metros acima do nível do mar). Já outubro e novembro são também boas épocas, com temperaturas mais elevadas e chuvas espaçadas. Evite ao máximo ir em dezembro, janeiro, fevereiro e março.



Aproveitando Cusco: antes de ir a Machu Picchu você pode e deve aproveitar os encantos de Cusco, uma cidade muito simpática e repleta de turistas que ou vão ou já voltaram de Machu Picchu. E é em Cusco que você deve tomar uma série de decisões. 

Hotel: aqui você tem duas opções. Nós achamos mais vantajoso reservar um hotel em Cusco por 5 dias. Nos dois primeiros ficamos em Cusco e aproveitamos a cidade além de adquirir nossos pacotes para Machu Picchu. No terceiro dia fomos para Aguas Calientes e dormimos lá. No quarto dia cedinho subimos até Machu Picchu e descemos a tarde. Voltamos de trem no mesmo dia para Cusco, chegando lá a noitinha. E no último dia aproveitamos um pouco mais de Cusco antes de ir a Lima.

Dica: deu pra notar que perdemos uma diária do hotel em Cusco, porque dormimos um dia em Aguas Calientes. Porém a vantagem aqui é poder deixar toda a bagagem no hotel de Cusco e levar apenas o essencial para Machu Picchu numa mochila pequena e leve. Quem opta por ir com todas as malas para os hotéis e hostels de Aguas Calientes fica em uma situação difícil, pois após o pernoite o check-out no dia seguinte é geralmente até umas 10 da manhã. Então ou você sai com mala e tudo para Machu Picchu ou então paga mais uma diária e permanece em Aguas, o que é desvantajoso pois a cidade é muito pequenina e com poucas opções.

Dica de Hotel:  Nos ficamos em um hotel super simpático, o Tika Wasi. Ele fica bem próximo da Plaza de Armas, o local onde tudo acontece em Cusco. O hotel fica no bairro de San Blas, que é um morro, e portanto você vai precisar subir e descer, o que é um ótimo exercício para quando chegar na hora H em Machu Picchu você estar adaptado à altitude e aos caminhos tortuosos. O preço é bem justo, em torno de 50 dólares por dia para o casal e os funcionários são muito, muito simpáticos e solícitos. O café da manhã também é bem Ok, apesar de simples. Maiores informações: http://www.tikawasi.com/



Agências: Ponto primordial: deixe para fechar o seu pacote somente no Peru, mais especificamente em Cusco. Não feche nada aqui no Brasil, pois sai muito mais caro. Sabendo disso você deve tomar um certo cuidado.  Nós vivemos uma situação delicada, pois a moça da agência que fechamos ficou de nos entregar todos os documentos no dia seguinte a compra e não o fez, ai fomos na agência e ela estava fechada, e só no dia seguinte recebemos nossos vouchers e passagens. Então para evitar essa espera angustiante vale a pena ir mesmo até a agência, e também se  for o caso ir até um local que tem ali perto da Plaza de Armas que presta apoio aos turistas. Eles tem um cadastro das agências e podem dar dicas de algumas. Mas apesar de todas parecerem meio amadoras, é senso comum na cidade que todas cumprem o prometido.

Pacotes: escolhida a agência, veja qual se adequa melhor ao seu tempo. Decida bem os dias, pois o ingresso a Machu Picchu e os bilhetes de trens são válidos para dias específicos e para alterar deve ser bem complicado. Evite fazer um bate e volta de Cusco para Machu Picchu, pois fica muito corrido e dificilmente vale a pena no final das contas. Combine bem na agência a questão do transporte até o trem, pois não existe estação em Cusco e você vai precisar se deslocar até alguma das cidades vizinha (nós pegamos o trem em Ollantaytambo, sendo que um motorista contratado da agência nos levou até a cidade de carro e a volta foi de van). Vale aproveitar as belas paisagens do trem, depois explorar um pouco Aguas Calientes (tem uma montanha que dá para escalar que é muito legal, o visual é incrível) e por fim tirar um dia só para Machu Picchu. É sempre bom já fechar o seu pacote com um guia, pois é legal ouvir de quem conhece as particularidades. O espanhol falado no Peru é extremamente compreensível para nós brasileiros, então não vale a pena pegar um guia que fale português, porque certamente também vai sair mais caro.

 Um pacote como o que fechamos com transporte de ida e volta até a estação de trem de Ollantaytambo + passagem trem + hospedagem em Aguas Calientes + transporte para Machu Picchu + ingresso para Machu Picchu + guia ficou em torno de 220 dólares por pessoa. É um preço que varia pouco entre as agências, quase todas cobram o mesmo e tem uma margem de 10% de lucro.

Dica: Vale ressaltar que o ingresso para Machu Picchu apresenta algumas diferenças, já que você pode subir em algumas das montanhas (Machu Picchu ou WynnaPicchu, aquela montanha grandona ao fundo da foto abaixo) e o ingresso até elas é cobrado. Só pague por este valor a mais no seu ingresso tradicional se realmente estiver afim de fazer estas subidas, mas vale ressaltar que não é qualquer um que consegue. É preciso ter condicionamento físico, passar por lugares estreitos (especialmente em WynnaPicchu) e também atentar para os horários limites de subida e descida. A subida leva mais de duas horas em qualquer uma delas.



Câmbio: outro ponto estratégico no Peru, qual moeda levar? Pois eu digo: real! A moeda brasileira é aceita nas casas de câmbio de Cusco. O real vale um pouco mais do que o soles peruano. Então evite trocar seu dinheiro aqui no Brasil e pagar taxas e IOF. Fora que o câmbio lá é muito mais favorável do que o daqui. Se for trocar aqui troque poucos soles, apenas para o táxi ou uma outra emergência logo que chegar. As agências de turismo trabalham com valores em dólares, então se quiser pagar utilizando a moeda americana também é possível. Mas só faça isso se já tiver dólares guardados. Euros também são aceitos.

Comida e Alimentação: outra dica importante. Em Machu Picchu os preços de alimentação são absurdamente caros. Então  vale a pena levar água, suco e um lanche na mochila. Nós já levamos parte do que tínhamos comprado em Cusco, pois Aguas Calientes oferece poucas opções de mercado. Apenas evite levar coisas que façam muita sujeira ou que necessitem de talheres. É muito importante não sujar e manter Machu Picchu limpa e conservada.

No mais é isso. Prepare a câmera para inúmeras fotos e a mente para absorver o ar e as tradições ainda tão fortes presentes em Machu Picchu. Aproveite e sinta também a energia dos visitantes, centenas de pessoas do mundo todo com o espírito de aventura super aguçados e ávidas a desbravar esse local maravilhoso,  o que certamente torna esta viagem inesquecível.

Boa Viagem!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Trilogia pelo Danúbio (Parte 3): Praga!

Depois da tranquilidade de Budapeste e a perfeição de Viena, a trilogia pelo Danúbio termina de forma bem agitada em Praga. Isso porque a capital da República Tcheca virou um ponto de turismo fortíssimo na Europa, com  inúmeros turistas (em especial os italianos) lotando as praças e atrações da cidade.

 Os pontos de interesse em Praga estão localizados em locais muito próximos e a distância entre eles é bem curta. Isso favorece a sensação de que a cidade está sempre cheia. Então, vale a pena preparar-se para as inevitáveis filas. Outro ponto interessante da cidade é que ela não chega a ser tão linda a primeira vista como Budapeste e Viena, porém você consegue tirar fotos belíssimas, o que revela que a cidade tem uma beleza bastante particular e que vai sendo descoberta aos poucos.

 As pessoas em Praga se viram bem com o inglês, e mesmo quando não entendem muito estão dispostas a ajudar. Porém não espere que caixas de supermercado ou trabalhadores que não lidam diretamente com o turismo estejam aptos e dispostos a conversar ou dar informações. Mas no geral as pessoas são simpáticas e a cidade muito bonita.



Chegada: Vindo de trem, a Estação Ferroviária Principal de Praga será o seu destino. Ela é bem grande e está interligada com o metrô, portanto é bem fácil se locomover e sair para buscar seu hotel. A passagem de Viena a Praga custa em torno de 50 euros. Para saber horários de trens e as tarifas, acesse: http://www.cd.cz/en/default.htm

Hotéis e Acomodações: Praga fica no quesito "meio termo" entre os altos preços de Viena e os preços super em conta de Budapeste. Pelo fato de a cidade não ser tão grande, existe uma enorme concorrência e preços mais elevados nos hotéis mais próximos dos pontos turísticos. Quem estiver afim de economizar pode conseguir preços mais acessíveis em bairros um pouco mais afastados que sejam atendidos pelas linhas de tram (bonde).

Transporte: o metrô e o tram são com certeza as melhores opções, porém é possível fazer muita coisa a pé, pois como já dito o centro histórico e as principais atrações são bem próximas uma das outras. Em Praga também é possível encontrar aqueles ônibus Hop On Hop Off, porém eles não são tão usuais como em Budapeste e o preço é um pouco mais elevado.

Câmbio: a República Tcheca também ainda não entrou na zona do Euro, portanto é necessário trocar os Euros ou Dólares pela Coroa Tcheca. Assim como em Budapeste, Praga está cheia de casas de câmbio. Vale a pena pesquisar um pouco e ver qual oferece a melhor taxa e ir trocando a medida que for precisando para evitar sobras. O dinheiro em Praga rende menos que em Budapeste, pois por ser mais turística os preços acabam sendo um pouco mais elevados.

Atrações: Comparada com outras cidades, Praga é uma cidade de poucas (porém muito boas) atrações. Vamos a elas:

Praça da Cidade Velha (Staromestske namesti): é o local onde todos se encontram na cidade, onde a multidão admira a beleza dos prédios, senta, conversa, dá risada, se entretém com o show dos artistas de rua, come alguma coisa... Enfim, a praça é o coração de Praga e por lá você consegue ficar horas andando pelas redondezas ou simplesmente sentado admirando a incrível movimentação do lugar.



Old Town Hall and Astronomical Clock: ali mesmo na praça a grande sensação é a torre do relógio astronômico. Todos param para contemplar a singularidade deste relógio que é realmente lindo. É possível também subir na torre e de lá ter uma visão bem bonita da praça e desta parte da cidade.



Castelo de Praga: esta é uma daquelas atrações que vale por duas ou três. O castelo é repleto de coisas a fazer, tanto na área interna como na externa. O estilo medieval com salas de tortura e armaduras se funde com a arquitetura gótica e formam esta atração. A fila de ingressos é quase sempre bem cheia, e os preços variam de acordo com a quantidade de locais a visitar.



Catedral de São Vito: a gélida e imensa catedral é outro ponto que você encontra ao lado do castelo, e com certeza vale muito a pena visitar.

Ponte Carlos (Karluv Most): é como se fosse a Piazza Navona de Praga, com vários artistas e toda aquela aura contagiante de estar em um local repleto de arte, cultura e pessoas. É com certeza um ponto obrigatório.

E assim chega ao fim a trilogia pelo Danúbio. Budapeste, Praga e Viena são três cidades incríveis e uma excelente opção de passeios pela Europa fora do eixo França-Espanha-Portugal. E depois, obviamente, vale a pena dar uma esticadinha até a Alemanha.

Boa viagem!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Trilogia pelo Danúbio (Parte 2): Viena!


Hoje em dia é um pouco complexo imaginar cidades de primeiro mundo onde tudo é perfeito e não existe nada errado ou fora do lugar. De todas as cidades onde já estive até hoje, Viena é com certeza a que se aproxima mais deste imaginário. Tudo funciona maravilhosamente bem e, apesar de ser bastante turística, a capital da Áustria é relativamente tranquila e não tem aquelas filas gigantes para qualquer atração.



Chegada: chegando de trem são 2 grandes estações onde você pode desembarcar: Hauptbanhof e Meidling. É em Meidling que chega a maioria dos trens vindos de Budapeste e a maioria das partidas para Praga. Ela não é uma estação muito central, porém não é tão longe do centro. Para maiores informações, confiram o site da empresa que opera as linhas de trem na Áustria: http://www.oebb.at/en/index.jsp

Hotéis e acomodações: ao contrário de Budapeste, Viena é uma cidade um pouco mais cara e com preços de diárias de hotéis compatíveis com seu alto custo. É possível encontrar alguns hotéis não tão centrais com um preço mais acessível e então fazer uso do ótimo sistema de transporte da cidade. Uma dica é o Rainers Hotel, um 4 estrelas numa área bem tranquila a menos de 15 minutos do centro utilizando o tram e com preço acessível. Informações: http://www.rainer-hotels.eu/rainers/default-en.html . Para quem não abre mão de ficar no centro, uma boa opção pode ser o Airbnb.

Transporte: como já dito, o transporte em Viena é bem tranquilo, com tram e metro cobrindo quase todos os pontos de interesse da cidade. Vale a pena comprar aqueles bilhetes de 72 horas, que vale pra tudo. Por lá não existe catraca, cobrador ou nada do gênero. Eles simplesmente sabem que devem pagar pelo transporte. Primeiro mundo, lembra?

Atrações: (caso você fique em Viena por mais de 3 dias, vale a pena comprar um Vienna Card, que dá direito a desconto em diversas atrações e transporte ilimitado por 72 horas)

St. Stephen Catedral e Opera House: duas atrações super próximas e que são lindas por dentro e por fora.


Palácio de Schonbrunn: é a atração mais concorrida de Viena. Com certeza vale a pena fazer o tour pelo palácio, que na verdade tem seu grande charme nas áreas externas, com jardins magníficos e uma bela vista para a cidade. Você pode escolher entre uma visita mais completa ou compacta, com os preços variando de acordo com o tempo e locais de visitação.
Informações e preços: http://www.schoenbrunn.at/en/plan-your-visit/tickets-tours.html



Riesenrad: a famosíssima roda gigante é outra atração imperdível. O parque de diversões em volta dela é meio comum e um pouco barulhento, mas a Wiener Riesenrad é um charme. O ingresso custa 9 euros. Costuma ter muitas filas, portanto chegue com antecedência! A lojinha de souvenirs  depois do passeio é ótima para comprar lembrancinhas.



Quarteirão dos Museus (MuseumsQuartier): outro local delicioso em Viena, com praças enormes e lugares para deitar e tomar sol em meio a ótimos museus, cafés e restaurantes. Como são muitos museus, vale a pena pesquisar antes e verificar qual deles possui um acervo que mais te agrade. Fomos ao Leopold Museum, que é um museu de arte moderna com muitas obras de Schiele e Klimt, além de exposições temporárias. A lojinha deste museu também é maravilhosa para se comprar souvenirs.



Albertina: é um museu obrigatório. Não fica no quarteirão dos museus, e sim colado com o Palácio Imperial e a Opera House. É um museu recheado com obras de Picasso, Renoir, Rembrandt, Kandinsky e outros grandes nomes. Entrada por 12 euros.

Alimentação: comer em Viena também é super tranquilo. Nada muito exótico para o paladar do brasileiro. Não deixe de provar o Wiener Schnitzel, o prato vienense mais fomoso: escalope de vitela, frango ou porco empanada. Outro clássico é o strudel de maçã, que pode ser saboreado com requinte no Café Museum, também ali pertinho do Opera House. Info: http://www.cafemuseum.at/en/the-cafe.html

No geral é isso o que Viena tem a lhe oferecer: muita elegância, classe e organização com uma vida cultural múltipla e repleta de arte. A cidade possui também uma aura muito musical, com inúmeras lojas de instrumentos, cd's, livros e artigos voltados para a música clássica. Não deixe de ir e respirar este ar musical.


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Trilogia pelo Danúbio (Parte 1): Budapeste!

 A rota mais convencional de turismo pela Europa chega ao leste geralmente até Praga. Budapeste ainda é encarada por muitos turistas fora da Europa como um local exótico, e por isso é pouco visitada e explorada. Porém, quem já foi em muitos casos não exita em dizer que a cidade é a capital mais bonita da Europa. E realmente, quem inicia uma viagem pelo leste europeu em Budapeste não se arrepende. A cidade é um espetáculo.

 É um tipo de turismo bem diferente do que encontramos nas cidades mais badaladas. Não existe aquela sensação sufocante de se sentir mais um em meio a uma multidão de turistas. Tudo o que você se propõe a fazer na cidade é bastante calmo, tranquilo. Não se pega filas, você tem espaço para tirar fotos do ângulo que quiser, caminhar livremente e apreciar uma paisagem de tirar o fôlego.



Chegada: saindo do Brasil, não existem vôos diretos. Você precisará fazer uma conexão em algum ponto, como Londres, Amsterdã, Madri ou Berlim. Por conta de possíveis atrasos, já é bom sair daqui com as passagens compradas com a mesma companhia. No caso fomos com a British Airways, com conexão em Londres. O aeroporto de Budapeste é bem pequeno e fácil de se locomover.

Dica: no próprio aeroporto você encontra um serviço de shuttle até o hotel onde ficará hospedado. Eles te deixam na porta do hotel, sendo que o preço é bem atraente. Dá pra calcular o valor previamente pelo site, desde que você saiba em que hotel irá ficar. http://www.airportshuttle.hu/en/



Hotéis: São inúmeras opções, e você que quer dar aquela esbanjada sem gastar uma fortuna, achou o local certo! Budapeste é uma cidade bem barata para os padrões europeus. É possível ficar em um 5 estrelas por um valor bastante atrativo, ou se preferir economizar para gastar em outras coisas, existem também hotéis de 3 ou 4 estrelas com tarifas bem em conta. Nós ficamos no Mercure Metropol, com localização muito boa (próxima a estação de trem Budapest Keleti, a principal da cidade e com saídas internacionais) e atendimento impecável. 

Tenha em mente na hora de escolher o hotel o que é melhor para você ou combina mais com seu estilo. Quem optar em ficar do lado Peste terá inúmeras facilidades em termos de restaurantes, comércio e lojas. Já quem ficar no lado Buda terá muita tranquilidade e uma vista maravilhosa do restante da cidade por ficar em um local mais elevado.

Transporte: A cidade é bem servida em termos de transporte, com metrô, tram e ônibus. Muita coisa pode ser feita a pé também, principalmente do lado Peste, que é plano e fácil de se locomover.

Dica: sabe aqueles ônibus vermelhos que ficam rodando a cidade, com fones de ouvido e que são abertos na parte de cima? Particularmente sempre evitamos este tipo de transporte, por ser muito turístico e pelo fato de ele não parar nos locais, e assim você não poder aproveitar muito. 

Mas em Budapeste eles aprimoraram este esquema! Você paga um taxa (em torno de 50 reais) e pode utilizar o ônibus por 48 horas. Ele tem diversos pontos de parada em todos os pontos turísticos, e você sobe e desce quantas vezes quiser. É a melhor opção para ir de Buda a Peste e explorar todos os locais, além de ainda poder fazer um passeio de barco pelo Danúbio, tudo incluso no pacote. Para comprar o ingresso basta ir a qualquer ponto de parada ou até mesmo na recepção dos hotéis.

Maiores Informações: http://www.citytour.hu/en/index.html

Trem:  Voltando a falar da Estação Budapest Keleti, de lá é possível ir de trem até Viena, Bratislava, Praga e outras cidades próximas. A estação é bem caótica, muito movimentada. Evite portanto chegar muito cedo e ficar exposto a alguns policiais bem mal encarados que fazem controle de imigração por ali e examinam seu passaporte minuciosamente. Ali na estação existe também um escritório de passagens internacionais; procure por ele para comprar sua passagem. Em hipótese alguma deixe para comprar um bilhete em cima da hora, pois o processo de venda é lento e totalmente manual.

Câmbio: evite fazer o câmbio no hotel ou aeroporto. Existem várias casas de câmbio pela cidade, sendo possível encontrar algumas mais vantajosas que outras. O euro e o dólar são facilmente trocados pelo Forint, a moeda local. Por não ser uma cidade muito luxuosa o dinheiro lá rende muito bem, portanto evite trocar uma grande quantidade para não ficar com sobras depois. 1 euro vale mais de 200 forintes, então esteja preparado para voltar a casa dos milhares como na época do Cruzeiro ou Cruzado.

Atrações:

Hero's Square (Praça dos Heróis): é um dos principais pontos turísticos do lado Peste. Além de ser muito ampla e limpa, é um local histórico bem interessante e muito bom de se fotografar. É uma praça bem diferente do que normalmente se encontra em outras cidades. Ao redor também se pode encontrar outros pontos turísticos muito bons, como o Zoológico, o castelo Vajdahunyad e o City Park.

Parlamento: um prédio magnífico, com seu estilo gótico e imponência. É simplesmente belíssimo, tanto de dia como a noite com sua iluminação especial. É um local mais interessante para se ver de fora do que de dentro.

Castelo de Buda (Buda Castle): outro ponto incrível de ser fotografado, e ao chegar nele também é possível ter uma vista muito bonita do lado Peste e das principais pontes que ligam uma parte a outra da cidade. Por ali no lado Buda não deixe de ir também no Bastião dos Pescadores e a Matthias Church.

Citadella: mesmo que você resolva não entrar nesta mini cidade, não deixe de ir por conta da vista. É o ponto mais alto da cidade e você consegue enxergar no mesmo plano Buda e Peste. Ao final de tarde o visual é de tirar o fôlego.



Outros pontos importantes: Rua Váci, Ópera House, New York Café Station, Basílica Santo Estevão, Margaret Island.

Alimentação: foi surpreendentemente simples se alimentar em Budapeste. Para quem imaginava uma culinária muito exótica, foi uma surpresa agradável encontrar coisas bem parecidas com as que temos aqui no Brasil. Aliás existem muitos restaurantes "Self Service" na cidade. Eles não são exatamente como os nossos. Lá é possível escolher os alimentos da vitrine e a garçonete monta o seu prato com as porções escolhidas. Você paga o preço de cada porção que escolheu. Em alguns lugares encontrei arroz, fritas, peixe e frango. Esses restaurantes são bem econômicos também!

Quem estiver por lá não deixe de experimentar o tradicional Goulash, prato tipicamente húngaro.

Costumes e Curiosidades: o povo húngaro parece bastante receptivo e ávido em receber muito bem seus turistas. As pessoas não falam inglês com fluência, mas quase todos se viram super bem no idioma e são muito solícitos e simpáticos no momento de dar informações.

Aos turistas homens, fiquem atentos ao assédio das prostitutas e cafetões, pois o turismo sexual por lá é forte.

As temperaturas por lá são bem amenas, mesmo no verão. Portanto vá preparado!

No mais, apenas aproveite as belezas desta incrível cidade!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Bogotá con mucho gusto


Inicio a postagem com um slogan que por algum tempo marcou todas as minhas visitas a Bogotá (ou, Santa Fé de Bogotá, seu antigo nome): Colômbia, o único risco é o de você não querer ir embora. 

E era assim que me sentia todas as vezes em que retornava à minha terra. Simplesmente não queria partir dessa linda cidade (especificamente Bogotá), mesmo sabendo que na semana seguinte estaria retornando, por sorte, aliando o trabalho ao prazer de passar 1 ou 2 dias nessa encantadora terra.

O turista que procura Bogotá como destino de viagem encontrará uma cidade repleta de atrações e passeios; uma abrangente vida cultural com o toque de latinidade que nosso continente tem a oferecer. 

Chegada: Se para Buenos Aires não faltam opções a partir do Brasil o mesmo não se pode dizer de Bogotá. Somente duas companhias aéreas atendem o destino a partir de Guarulhos, ambas com voos diretos: Avianca e LAN Colômbia. Por tratar-se de um voo de 6 horas de duração, opte por chegar em Bogotá ainda de dia, pois a cidade tem muitas coisas para oferecer já logo após a chegada.

Chegando ao aeroporto internacional El Dorado: o aeroporto está localizado a 15 quilômetros do centro da cidade, sendo servido por linhas de ônibus e táxis. Como primeira vez em Bogotá, sugiro o táxi como opção inicial para o deslocamento aeroporto / hotel. Em minha opinião é uma excelente relação custo / benefício. Caso prefira seguir em ônibus, há o de número 25/Germania que deixa o turista no centro da cidade.

Câmbio e dinheiro: a moeda local é o peso colombiano com cotação aproximada de 1000 pesos colombianos x 1 real. Os cartões de crédito são amplamente aceitos nos estabelecimentos comerciais da cidade, mas devido as altas taxas de transações monetárias de nosso país prefira pagar "em cash" e evitar dívidas após a chegada ao Brasil. Simplesmente não vale a pena. 

Hotéis: Bogotá é uma cidade recheada de opções de acomodações. Desde hotéis 5 estrelas a apartamentos de aluguel por dias, semanas ou temporadas a albergues da juventude. Para que o viajante aproveite intensamente o que Bogotá tem a oferecer sugiro acomodações junto ao bairro da Candelária, a região histórica da cidade. Outra opção é hospedar-se na zona rosa ou " T ", essa a região das baladas bogotanas.

Para buscar acomodações em Bogotá: http://www.booking.com/

Atrações: o que não falta em Bogotá é uma boa opção de entretenimento. São as mais variadas atrações para todos os gostos e públicos. Belezas naturais, museus, parques urbanos e uma vida noturna agitada fazem parte da rotina dos habitantes locais e encantam todos os turistas.

Candelária: o bairro histórico de Bogotá é reduto de teatros, bares, lojas de artesanato, museus, entre outros. A partir dessa região desenvolveu-se a cidade de Bogotá. Excelente lugar para um passeio durante o dia ou a noite.

Cerro de Monserrate: é o símbolo de Bogotá. Está a 3.152 metros acima do nível do mar e conta com um santuário no cume. A partir daí tem-se uma linda vista de toda a cidade. O acesso dá-se por meio de um "funicular" ou de bonde teleférico.  A caminho do Santuário pode-se ver esculturas que representam as 12 estações do calvário de Cristo. O cume conta ainda com um restaurante, quiosque de lanches e lojas variadas de artesanato. http://www.cerromonserrate.com/


Quinta de Bolívar: a casa transformada em museu serviu de residência para o libertador Simón Bolívar após a guerra da independência. Com visitas guiadas ou não, é uma boa opção cultural sobre a história desse líder. Dica: ao sair não deixe de tomar um café no "Café da Saudade", um agradável espaço localizado em frente ao museu, e atrás da Universidade dos Andes. http://www.quintadebolivar.gov.co/Es-es/Paginas/default.aspx


Museu Botero: inaugurado no ano 2000 no bairro da Candelária e organizado a partir de doações do artista plástico Fernando Botero. Possuí acervo de 123 obras do pintor colombiano além de outras 85 obras de artistas internacionais. Imperdível. Ao sair não deixe de provar o legítimo café colombiano na cafeteria Juan Valdéz, localizada praticamente em frente ao museu.



Museu do Ouro: fundado em 1939 é dedicado aos trabalhos pré-colombianos que utilizam o ouro da região como material principal.

Outros pontos de interesse: Plaza Mayor, Catedral Metropolitana, Parque Salitre, Torre Colpatria.
Aproveite a caminhada e visite as inúmeras igrejas de Bogotá. Seus interiores reservam uma agradável surpresa, constituindo um rico acervo religioso.

Culinária: Bogotá é uma cidade com valiosas opções gastronômicas. Recomendo duas e um delicioso prato típico que pode ser encontrado na maioria dos estabelecimentos e um "coringa" para os momentos de caminhada pela cidade.

Andrés Carne de Res: é um lindo restaurante muito bem decorado. Um misto de restaurante, bar e "balada". Sempre muito animado e com boa comida é a opção completa para quem procura tudo no mesmo lugar. Fechado às terças-feiras. http://www.andrescarnederes.com/es/

WOK: esse moderno (e concorrido) restaurante é especializado em comida asiática. Carnes, pescados e uma variada seleção vegetariana completam o cardápio. Excelente relação custo / benefício. Possui um bom e ágil atendimento. Recomendo os restaurantes localizados na Zona Rosa e no Shopping Center "Gran Estación".

Dica: caminhando pela cidade permita-se provar os típicos tamales colombianos. Esse prato típico leva carne de porco, ervilhas, milho, alcaparras. Todos os ingredientes são cozidos em folhas de bananeira.

Uma vez em Bogotá, sinta-se às portas do Caribe e entregue-se a uma boa salsa. Há vários lugares para dançá-la, onde os pés de valsa dão um show aos nativos e a muitos turistas. Sugiro os "clubes" localizados na Zona Rosa ou " T  ", o reduto dos bares e baladas bogotanas. Lá pode-se encontrar um bom divertimento no Salomé Club Social.

Aproveito para fazer elogios ao lindo e extremamente educado povo colombiano e dizer que, concordando com o parágrafo inicial sempre senti uma certa tristeza em partir. Espero voltar a essa encantadora cidade e expressar aos meus amigos bogotanos o meu sincero e caloroso MUCHAS GRACIAS. 

terça-feira, 23 de julho de 2013

Mi Buenos Aires querida!

O brasileiro que está buscando sua primeira viagem internacional quase sempre acaba optando por Buenos Aires. Aparentemente se trata de um clichê, mas a verdade é que a capital Argentina é uma excelente opção turística e apresenta inúmeras facilidades para um viajante inexperiente. Acredito que 4 ou 5 dias seja um período razoável para curtir a cidade. Nos dias atuais o câmbio não está tão favorável, mas mesmo assim é possível aproveitar bastante sem gastar muito, o que sempre é um ponto importantíssimo ao se planejar uma viagem.


Chegada: nunca esteve tão fácil chegar a Buenos Aires. Hoje 6 companhias estão oferecendo essa rota a partir de Guarulhos (TAM, GOL, Aerolíneas Argentinas / Austral, Qatar, Turkish e LAN). Ou seja, sempre é possível encontrar um bom horário ou uma promoção. Vale ressaltar que a questão dos aeroportos em Buenos Aires é muito importante, pois um é próximo ao centro e outro é bem mais distante, o que requer certas estratégias e planejamento prévio.

Chegando no Aeroparque: é o aeroporto mais próximo do centro. Ele é pequeno e fácil de se locomover. Para se chegar até a cidade, acredito que a melhor opção seja o táxi, pois não fica caro e você chega rapidamente a seu destino sem perder muito tempo. Uma corrida até o centro fica em média 50 pesos. Existem também opções de fretados da Manuel Tienda León, que você pode consultar pelo link que passarei abaixo.

Chegando em Ezeiza: é como se fosse o equivalente ao aeroporto de Guarulhos, ou seja, é bem grande e difícil de chegar. Os táxis aqui são uma opção a se pensar, pois uma corrida facilmente ultrapassa o valor de 150 pesos. Para quem chega de manhã pode se arriscar a pegar o ônibus circular (Linha 8). Ele sai do aeroporto e vai até a Plaza de Mayo (Casa Rosada), levando em média 2 horas para fazer todo o percurso. O valor é de 2 pesos e você deve se informar onde fica o ponto onde ele passa no aeroporto. Outra opção são os fretados com a Manuel Tienda León. Para informações de horários e preços: http://www.tiendaleon.com.ar/home/home.asp

Câmbio e Dinheiro: outro ponto estratégico para se aproveitar bem Buenos Aires é a questão da moeda.    Primeiramente já vale falar: com a inflação em alta, quase 75% dos estabelecimentos na Argentina não estão aceitando cartões, seja débito ou crédito. Muitas lojas aceitam real, mas acaba não valendo a pena pois o câmbio não é favorável. Você vai mesmo precisar de dinheiro vivo em pesos! A sugestão é trocar o mínimo aqui no Brasil, algo em torno de 300 a 400 pesos. Com esta quantia ao chegar você pega um táxi e consegue fazer uma refeição tranquilamente. Caso você chegue num sábado ou domingo vale a pena levar uma quantia maior. Se chegar durante a semana, em horário comercial é possível fazer um câmbio bastante favorável nas proximidades da Calle Florida. Só fique atento a questão das notas falsas! Uma opção segura é trocar no Banco de La Nación Argentina. Quem estiver com dólares sobrando, também é uma boa opção. Com a restrição do governo local na compra de dólares, a procura pela moeda americana está em alta, e a cotação consequentemente muito vantajosa.

Hotéis: Buenos Aires é uma cidade muito turística, e por isso sua rede hoteleira é bem grande. E o melhor é que você pode encontrar hotéis dos mais variados tipos e preços. Existem também diversas localizações onde você pode ficar, já que Buenos Aires não se resume apenas a sua região central. Além dela, você pode ficar em San Telmo e desfrutar de sua boemia e albergues, ou na Recoleta e aproveitar uma parte mais luxuosa da cidade ou então na região de Palermo.

Dica: uma opção bastante econômica e simpática em Buenos Aires é o Hotel Parada. Ele fica na Av. Rivadávia na altura do número 1.200, a 7 minutos a pé do Obelisco na Av. de Mayo. Por ali você encontra inúmeros restaurantes, supermercados e pode fazer muitas coisas a pé, como ir a San Telmo e Recoleta.

Ele possuí quartos diversificados, mas a maioria com banheiro privativo. As acomodações são simples, mas tudo bem limpo e organizado. O preço é muito bom, os atendentes simpáticos e prestativos e você pode utilizar a cozinha comum para cozinhar ou comer alguma coisa pronta. Nestas áreas comuns sempre é possível conhecer pessoas e trocar experiências.

Para saber mais: http://hostelparada.com/pt

Atrações: as atrações em Buenos Aires são muitas! Portanto é importante planejar bem o seu tempo de acordo com quantos dias você irá ficar na cidade. Algumas coisas são imperdíveis, e outras variam de acordo com o tipo de diversão que você procura.

MALBA: o Museu de Arte Latino-americana de Buenos Aires é um dos museus mais gostosos que já tive oportunidade de visitar. Além de trazer um panorama maravilhoso da arte moderna latina, seu espaço físico é agradabilíssimo e enxuto. Você sai de lá com um gosto de quero mais, o que difere daquela sensação de cansaço que museus muito grandes e com acervo inchado oferecem. Ver "O Abapuru" da Tarsila ao vivo e a cores também é uma emoção muito grande.

Maiores informações: http://www.malba.org.ar/web/home.php


Caminito: ali pela região do La Boca (o estádio La Bombonera fica ali perto para quem tiver interesse) fica o Caminito, com suas casa coloridas, restaurantes, lojas de artesanato e artistas dançando tango nas ruas. É um local muito gostoso para se ir de dia (a noite pode ser um pouco perigoso), especialmente num sábado a tarde. É muito movimentado e um ponto extremamente turístico da cidade. Aproveite e ao sair faça um passeio a pé pela região de Palermo, pois é um bairro belíssimo.

Feira de San Telmo: quem estiver em Buenos Aires num domingo não deve deixar de ir a San Telmo e conhecer sua imensa feira de rua. Sempre lotada de turistas e artistas de rua, a feira oferece uma diversidade de coisas, mas em especial antiguidades (algo parecido com a Feira de domingo do MASP, só que bem maior). Vale também pelo fato de San Telmo ser um bairro bem diferente dos demais, com uma arquitetura toda particular e uma aura meio boêmia e jovem. Não deixe de tirar uma foto na estátua da Mafalda que fica por ali!



Livraria El Ateneo: em termos de grandeza e quantidade de livros confesso que não me impressionei muito, mas a arquitetura e o prédio em si são belíssimos e com certeza vale uma espiada. Ela representa um pouco da importância da literatura para os argentinos, já que Buenos Aires você encontra inúmeras livrarias.

Recoleta: vale muito pela beleza da região, que é bastante agradável e perfeita para um passeio em um dia ensolarado. O cemitério é uma atração bastante procurada e vive repleto de turistas, especialmente pelo túmulo da Evita estar ali. Também possui muitas lojas e restaurantes, e pode ser uma boa opção para se fazer compras com muito mais tranquilidade do que na região da Florida.

Outros pontos interessantes: Teatro Colon, Obelisco, Casa Rosada e Plaza de Mayo, Puerto Madero, Avenida Corrientes e seus teatros, Zoológico, Avenida Santa Fé.

Culinária: apesar de sua riquíssima variedade gastronômica, é praticamente um pecado ir a Buenos Aires e não deliciar-se com um bom pedaço de carne. O mais saboroso (e famoso) é o tradicional bife de chorizo (é o que se compara ao nosso contra-filé). De corte grosso e tempero marcante é algo obrigatório no roteiro gastronômico de todo turista.

El Cuartito (Talcahuano, 937) - Essa tradicional pizzaria é famosa por sua deliciosa fugazzeta, a consagrada pizza argentina recheada com queijo e cebola (não deixe de prová-la). Outro ponto de destaque são suas saborosas empanadas, nas versões carne picante ou frango. Peça-as em companhia de uma gelada cerveja Quilmes 3/4.

Broccolino (Esmeralda, 776) - Aconchegante cantina localizada no centro de Buenos Aires, próximo a Calle Florida. Oferece saborosas massas a preços justos e bom atendimento.

La Bisteca (Av. Alicia Moreau de Justo, 1890) - Localizado no lindo Puerto Madero, dispõe de variado buffet com carnes, massas, saladas e embutidos. Pague e coma o quanto aguentar.

Café Tortoni (Av. de Mayo, 825) - Fundado em 1858 é o café mais tradicional de Buenos Aires. Não deixe de pedir o famoso churros acompanhado de um "submarino" . Prefira ir durante a semana, visto que aos sábados pode contar com uma extensa fila de clientes à porta. Imperdível.

Dicas: não deixe de comprar os tradicionais alfajores, em especial os da marca Abuela Goye (http://www.abuelagoye.com.br/). Outra parada obrigatória é na Freddo, com seu delicioso sorvete de doce de leite.

Então é isso. Aproveite essa cidade maravilhosa e Feliz Viaje!


terça-feira, 2 de julho de 2013

Atenas - Ruínas e história

Depois de Roma, achei que seria um interessante contraponto ir a Atenas, outro famoso império que representa o início da civilização. Mas se ambas cidades apresentam o mesmo patamar histórico, turisticamente falando Atenas está muito distante de Roma.

Se a capital da Itália está repleta de atrações, Atenas segue pelo lado oposto. De todas as capitais que já estive até hoje, com certeza foi a que apresentou menos coisas para se fazer. Mas o Parthenon e a Acrópole como um todo são senhoras atrações!  Eu optei por ficar 4 dias na cidade, o que vendo hoje considero um exagero. Dois dias são suficientes para se conhecer os principais pontos de Atenas e aproveitar de forma satisfatória o que a capital grega tem a oferecer.



Chegada: o aeroporto Venezielos é bem pequeno e fácil de se locomover. Não existem vôos saindo direto do Brasil para a Grécia, sendo necessário fazer conexão em alguma cidade das principais companhias europeias. Uma opção é conseguir um bom preço para alguma das principais capitais e de lá pegar um vôo para Atenas pela EasyJet. É possível conseguir bilhetes por 40 euros em média, com saídas de Roma, Paris, Londres, Berlim e Milão.  Por ser um país distante, não existe muita ligação de trem e a melhor maneira de chegar é de avião mesmo.

Transporte: pela dificuldade da língua e da escrita, Atenas não é um local extremamente fácil de se locomover. Fora da região central, poucos falam inglês também, o que agrava ainda mais a situação. Portanto se o seu hotel não fica no centro e nem perto de um metrô, recomendo fortemente pegar um táxi, pois é muito difícil conseguir informações com os locais. Para andar na cidade o metrô é a melhor opção, mas fique atento! Os fiscais estão sempre de olho em estrangeiros para verificar a validade do bilhete, e loucos para aplicar multas nos pobres turistas. Portanto valide sempre seu bilhete e respeite o horário limite de uso.

Hotéis: Atenas está longe de ser uma cidade cara como Roma, Paris ou Amsterdã. Porém com a crise os preços não estão muito baixos também. É possível portanto conseguir hotéis razoáveis por um preço justo. A questão é que fora do eixo do centro, alguns bairros mesmo que não muito distantes e com fácil acesso pelo metrô podem ser meio ermos e escuros a noite. Fique muito atento para a qualidade dos hotéis também, muitos apresentam estrutura velha e pouco confortável.

Vale dar uma olhada no Booking e ver as recomendações dos locais antes de escolher o seu hotel.

Atrações: A Acrópole é com certeza a grande atração de Atenas. Ver o Parthenon e as ruínas que remetem ao início da civilização é com certeza algo mágico e emocionante. Dica: domingo a entrada é grátis.

Site oficial com as informações: http://odysseus.culture.gr/h/3/eh351.jsp?obj_id=2384



Monastikari: é a região de comércio mais tradicional, com mercado de pulgas e outras lojas populares. É bastante pitoresca e possui alguns lugares bem bacanas ao ar livre para fazer um almoço ou jantar. É com certeza um lugar obrigatório.

Syntagma e Plaka: a praça principal de Atenas e o bairro de Plaka podem ser feitos a pé e rendem um ótimo passeio. O comércio é farto e com lojas de todos os tipos. São bons lugares para comprar lembranças e conhecer um pouco mais da região central da cidade.

Culinária: Atenas pode ser uma cidade de poucas atrações, mas em termos de comida é uma cidade muito especial. Não deixa de experimentar o Gyros no restaurante. Eles são servidos bem cortados, com acompanhamentos no prato com fritas, molho e salada. É realmente muito gostoso. O churrasquinho grego de rua também pode ser encontrado. O iogurte grego também vale ser experimentado, ele pode ser degustado puro ou com acompanhamentos no mesmo estilo dos frozen yogurts que temos aqui no Brasil, com frutas e cereais. É bem diferente do industrializado que vende no supermercado.

Outro fato curioso é que em qualquer lugar que você vá comer em Atenas, ao sentar a mesa eles já servem um copo cheio de água como um sinal de boas vindas. As porções são fartas e o atendimento nos restaurantes é bastante bom, o que infelizmente não chega a ser a tônica de todos os habitantes da capital grega.

Dica: Cake Ermou (Atual Chemin)



A Chemin é um delicioso café em Atenas que fica na Ermou, bem pertinho ali da Syntagma. O ambiente é muito bacana e o atendimento espetacular. Não deixa de conversar com a Olga, pois além de muito simpática ela conhece muitas dicas bacanas da cidade e com certeza vai ter ajudar caso você precise de alguma informação. Além disso, os bolos, tortas e o café são divinos! Não deixe de ir.

No geral Atenas é uma cidade bastante interessante, porém muitos dizem que realmente é um complemento para as principais atrações da Grécia, que são as ilhas. Eu não tive oportunidade de conhece-las, mas a experiência de estar em Atenas foi satisfatória, apesar de não valer a pena ficar muitos dias. É um lugar de contrastes, de ótima comida e um povo ora mal encarado, ora super simpático. Esteja preparado!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Para Roma, com Amor!



Roma é uma das cidades mais incríveis do mundo. Fato. Porém acredito que o que a torne tão especial nem seja a sua arquitetura, história e atrações fenomenais. O que de fato dá todo o charme a Roma são as pessoas, especialmente os turistas. De todos os lugares que já estive, com certeza foi onde mais se vê turistas por metro quadrado. E todos estão muito, mais muito felizes por estar ali. E é essa alegria no ar que torna Roma uma cidade tão mágica!

Mas apesar de toda a magia, vale um bom planejamento antes. Roma é um lugar incrível, e por ser tão turístico, acaba sendo um pouco caro.

Chegada: o Aeroporto Fiumicino (ou Leonardo da Vinci) é o principal de Roma. Se você precisar pegar um vôo de lá para outro país europeu, em especial pelas companhias low cost como Easy Jet, cuidado! Chegue com bastante antecedência, pois o fluxo de passageiros é intenso, as filas enormes e a confusão pode rolar solta. Para as companhias maiores acredito que não tenha muitos problemas, mas sempre chegue cedo. Para informações do aeroporto: http://www.adr.it/fiumicino

De trem, a maioria deles chega ou parte da Termini, que é a maior estação de Roma. É um outro local de fluxo intenso de pessoas. Fique muito atento com bolsas, malas e pertences. A melhor opção de chegar ao seu hotel é de metrô. Verifique a estação mais próxima do local onde vai ficar hospedado e compre seu bilhete. Você consegue fazer muita coisa a pé na cidade, mas sempre vale a pena comprar aqueles passes de 24 ou 48 horas. Só fique atento porque o metrô em Roma fecha cedo, em torno de 9 da noite.

Hotéis: aqui temos um ponto complicado de Roma. Perto da Termini você encontra muitos hotéis com preços até que bem razoáveis. Porém lá não é o melhor local para se ficar na cidade, por ser muito distante das principais atrações. A melhor pedida é ficar mais perto do Vaticano, porém ai os preços são um pouco mais caros.

Eu quando estive em Roma fiquei em um B&B muito simpático chamado Vatican City Inn. O dono da casa, Gianluca é um cara muito simpático, os quartos são muito confortáveis, tudo limpíssimo e o café da manhã muito gostoso. Você ainda pode usar o microondas e o frigobar para guardar alguma coisa e ele disponibiliza o computador dele para uso, além do rede wi-fi.

Para maiores informações: http://www.vaticancityinn.com/

Atrações: para aproveitar Roma, com certeza vale a pena ficar no mínimo 3 dias na cidade. São diversas atrações e coisas para conhecer.

Imperdíveis: Coliseu, Pantheon, Fontana di Trevi, Piazza Navona e Piazza Spagna. Esses lugares são indispensáveis para conhecer e sentir o clima da cidade.

Recomendados: Monumento a Vittorio Emmanuelle II e arredores, Castelo Sant'Angelo, Campo de Fiore e arredores.

Vaticano e igrejas: para quem é Católico, Roma é uma cidade ainda mais especial, pois além do Vaticano se tem inúmeras igrejas de vários santos de devoção. Mas mesmo para quem não segue a religião é sempre possível admirar a beleza das igrejas e observar a fé dos devotos do mundo todo.

Comida: não só em Roma como na Itália toda, a pizza e as massas estão por todos os lados. As pessoas almoçam pizza, o que para nós soa um pouco estranho. Mas por ser muito turística, a cidade tende a oferecer aquilo que a Itália tem de mais tradicional. Portanto vá preparado para comer todos os tipos de massa e encontrar pouca diversidade de carnes.

Língua: na Itália de forma geral o inglês não é tão falado, mas em Roma pelo fato de ser extremamente turística é possível se virar com o idioma. O italiano em si não chega a ser impossível de entender, e para eles as vezes chega a ser mais fácil entender o português do que o inglês. As pessoas na rua costumam ser simpáticas, mas cuidado com quem trabalha no comércio, pois a maioria é um pouco estressada e sem paciência para se prolongar muito tentando entender alguma língua que não o italiano.

No mais é só aproveitar as maravilhas desta cidade inesquecível! Boa viagem! 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Florença + Pisa: O encanto da Toscana



Estar na região da Toscana é quase que uma obrigação para quem visita a Itália. Quem depois de assistir o filme "Sob o Sol da Toscana" com Diane Lane não ficou morrendo de vontade de conhecer está linda região com certeza não está em seu juízo perfeito.

Acredito que a melhor opção para explorar a região seja montar uma base em Florença. Além das ótimas atrações da cidade, você pode fazer bate volta de trem para Pisa, Cortona e algumas outras cidades da região.

Chegada: a melhor maneira de chegar a Florença é com certeza de trem. A estação Santa Maria Novella é com certeza a mais indicada, por ser a mais central e ter maior movimentação de trens diários. Você consegue chegar ou partir de lá para Veneza, Milão e Roma.

Para verificar preços e horários saindo ou chegando de Firenze Sta. Maria Novella: http://www.trenitalia.com/

Hotéis: uma ótima opção para se hospedar em Florença é ficar na Via Faenza. Esta rua fica muito próxima da estação de trem, o que facilita muito chegar com malas ou fazer um bate-volta para outra cidade sem perder tempo até chegar a estação ou se preocupar em como voltar no retorno. Além de muitos hotéis, essa rua também oferece muitos cafés, restaurantes e facilidades nos arredores. De lá você também consegue fazer a pé todos os pontos turísticos de Florença.

Eu me hospedei num hotel muito simples de 1 estrela, chamado Hotel Nella. O quarto é super simples, possui banheiro privativo e os proprietários são muito simpáticos e prestativos. Para maiores informações clique no nome do hotel. Vale a pena buscar opções também no Hostel Bookers:

http://pt.hostelbookers.com/

Atrações:  são muitas as opções em Florença. Entre as imperdíveis, não deixa de ir em Duomo e a Catedral Santa Maria del Fiore, Galeria Uffizi, Ponte Vecchio e arredores, Galleria del'Accademia e Piazza della Signoria.




Pisa: estar na Itália e não conhecer a Torre de Pisa é simplesmente um sacrilégio. Porém a cidade de Pisa em si, apesar de muito gostosinha, não oferece nenhum grande atrativo fora a Torre em si e o Battistero, que fica ao lado. Portanto vale muito a pena sair um dia de manhã de Florença e ir de trem a Pisa. Almoce por lá e retorne a Florença a tarde, assim você ainda poderá aproveitar a noite. A passagem custa 7,80 euros e a viagem tem duração de 1 hora. Assim, para ir e voltar no mesmo dia você vai gastar 2 horas e 15 euros.

Não deixe em hipótese alguma de subir na Torre de Pisa, o ingresso está em torno de 15 euros. A fila pode ser grande, mas subir as escadarias e observar a arquitetura interna é demais, além é claro da vista lá de cima, simplesmente emocionante!



Boa viagem!

sábado, 1 de junho de 2013

Veneza - de volta ao passado
















Veneza é inegavelmente uma cidade belíssima. Um dos pontos mais bacanas da cidade é a sensação que ela transmite de realmente proporcionar uma volta ao tempo. Não existe nada, nada moderno. Tudo é extremamente antigo. Outro fator que também colabora para esta volta ao tempo é o fato de você não ver carros, nem ônibus, nem metrô ou qualquer outro tipo de locomoção que não seja o barco. Mas vale ressaltar que Veneza é uma cidade pequena, e 2 dias são o suficiente conhece-la.


Chegada: A chegada pelo aeroporto é bastante tranquila, já que ele é bem pequeno e fácil de se locomover. Para chegar aos principais pontos da cidade é necessário pegar o barco, mais precisamente o vaporetto. Atenção! Dependendo de onde o seu hotel está localizado, a viagem de barco pode ser bem longa e lenta...

Site do aeroporto: http://www.veniceairport.it/

Informações sobre o transfer de barco saindo do aeroporto: http://www.alilaguna.it/

Transporte: os barcos são a única forma de se locomover pela cidade, e eles não são propriamente rápidos. Apesar de todo o charme que eles oferecem e a vista maravilhosa, tenha em mente que ficar a todo momento tendo que utilizar este meio de transporte pode ser demorado e caro! Assim sendo, planeje bem onde você vai ficar hospedado para evitar transtornos e gasto excessivo com transporte. Vale ressaltar que a gôndola NÃO é um meio de transporte. Ela é só para turistas mesmo que querem ter o prazer de fazer esse passeio tão tradicional pelos canais. O valor em média para duas pessoas chega a 80 euros.

Hotéis: de antemão já vale a pena avisar que hotéis em Veneza são uma loteria. São vários os relatos de pessoas que tem problemas com reservas ou com o quarto. A estrutura dos hotéis é velha e muita coisa não funciona. Achar o hotel também é uma aventura. O nome das ruas se repete muito em Veneza, e mesmo em uma mesma região você encontra três ou quatroruas com o mesmo nome! Mas não se desespere. Caso isso ocorra vá a um hotel e pergunte a um atendente,  porque eles conhecem os demais hotéis e podem te ajudar a encontrar o seu se você estiver perdido.

Dito isso, você tem duas opções que acredito serem mais vantajosas: ou fica em um hotel perto da estação de trem Santa Lucia (de onde saem a maioria do trens para o resto da Itália e outros países) e aproveita as comodidades de uma região mais central, ou então fica em São Marco e fica perto das principais atrações turísticas, mesmo que em termos de comodidades você saia perdendo. Tenha em mente também a questão das malas. Para quem viaja com muita bagagem, ficar na região central talvez seja uma opção menos cansativa.

Atrações: Obviamente que as principais estrelas de Veneza são a Praça de São Marco e a Catedral de São Marco. Vá preparado que a fila para entrar é enorme! O Gran Canal também é maravilhoso, lindo demais. A Ponte de Rialto, o Teatro La Fenice e o Peggy Guggenheim Collection são outras boas opções para completar seu roteiro em Veneza.

No mais, aproveite sua estadia neste cidade única, se perca em suas ruelas que mais parecem labirintos e viva a experiência de navegar pelos seus canais. Boa Viagem!